A arte de fazer perguntas transformadoras - Resenha crítica - Sandro Magaldi
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A arte de fazer perguntas transformadoras - resenha crítica

Carreira & Negócios

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-65-5544-591-6

Editora: Gente

Resenha crítica

Você já sentiu que o mundo corre mais rápido do que a sua capacidade de encontrar saídas? Muitas vezes, vivemos uma busca frenética pela resposta perfeita, acreditando que o sucesso depende de ter todas as soluções na ponta da língua. Mas e se eu disser que o verdadeiro segredo de líderes como Sandro Magaldi e José Salibi Neto não está no que eles sabem, mas no que eles ainda não sabem e têm coragem de perguntar?

Neste microbook, você vai descobrir que o maior perigo para o seu crescimento não é a falta de informação, mas a abundância de respostas prontas que bloqueiam a sua visão. A trajetória de Magaldi mudou quando ele parou de ser o cara das respostas e aceitou a inquietude como bússola. Com o apoio de pessoas próximas, ele entendeu que lidar com a incerteza exige formular perguntas que incomodam a gente. Já Salibi viu na saúde e na produtividade o reflexo de investigações profundas sobre o próprio bem-estar.

Eles trazem um convite para você resgatar aquela curiosidade pura que tinha quando criança, quando o "porquê" era a ferramenta natural para explorar o mundo. Conforme crescemos e assumimos cargos de liderança, passamos a ver a dúvida como uma fraqueza. Ficamos viciados em ter razão.

Só que hoje, com a Inteligência Artificial entregando respostas em segundos, o que diferencia você do resto é a sua habilidade de articular problemas de um jeito novo. Os autores recuperam a ideia de Sócrates sobre o conhecimento: admitir a própria ignorância é o primeiro passo para a sabedoria de verdade. Se você acha que sabe tudo, você já parou de aprender.

Este conteúdo prepara você para quebrar esse ciclo de certezas e focar no que realmente gera transformação. O ganho aqui é clareza mental e capacidade de inovação real. Você vai aprender a usar a dúvida como um ativo estratégico para acelerar resultados e manter seu negócio relevante em um mercado que não perdoa quem fica parado no tempo. Prepare a sua mente para abandonar o conforto das soluções óbvias e entrar em um território onde a pergunta certa vale muito mais do que mil respostas genéricas.

A armadilha das respostas prontas e a mente do principiante

No dia a dia corrido de uma empresa, a gente gasta um tempo enorme discutindo como resolver problemas que nem entendemos direito. É aquela pressa de entregar uma solução logo para mostrar serviço. O problema é que resolver rápido o problema errado é o caminho mais curto para o fracasso.

Warren Berger, um estudioso do assunto, identifica cinco inimigos que matam a nossa capacidade de investigar: o medo de parecer ignorante, o excesso de conhecimento que traz a arrogância, os preconceitos que carregamos, a falta de tempo e o sentimento de que já sabemos o suficiente.

Para vencer isso, você precisa resgatar o que Steve Jobs chamava de mente de principiante. Jobs era um mestre em olhar para coisas comuns, como um telefone ou um computador, e fazer perguntas que ninguém mais tinha coragem de fazer. Ele não aceitava o "é assim que as coisas funcionam". Ele praticava o princípio de ver algo como se fosse a primeira vez, sem as amarras da experiência que muitas vezes nos cega.

Peter Drucker, o pai da administração moderna, sempre dizia que a tarefa mais difícil e importante não é encontrar a resposta certa, mas sim encontrar a pergunta certa.

Um exemplo clássico disso acontece em reuniões de estratégia. Em vez de perguntar "como podemos vender mais?", pergunte "por qual motivo o cliente pararia de comprar de nós?". Essa mudança de ângulo abre portas que a mente viciada em bater metas não consegue ver.

Para criar esse clima, você precisa garantir segurança psicológica na sua equipe. Se as pessoas sentem medo de levar uma bronca por questionar um processo, elas vão ficar quietas e o erro vai continuar lá. No Google, por exemplo, eles criaram um ambiente onde o erro bem-intencionado vira estudo de caso, não motivo de demissão. Isso funciona porque tira o peso do julgamento e coloca o foco na descoberta.

Você pode replicar isso criando um momento na sua próxima reunião onde o único objetivo seja listar dúvidas sobre um projeto, sem que ninguém precise dar a solução agora. O aprendizado aqui é simples: quem pergunta domina a conversa e quem responde apenas segue o fluxo.

Na sua próxima conversa de trabalho, tente segurar a vontade de dar a sua opinião por dez minutos e apenas faça perguntas que comecem com "como" ou "por que". Teste essa abordagem por 24 horas e veja como as pessoas ao seu redor começam a trazer ideias que você nunca tinha imaginado antes.

O propósito além do produto e o negócio real

Muitas empresas morrem porque ficam presas na eficiência do que fazem hoje e esquecem de perguntar por que fazem aquilo. Theodore Levitt chamou isso de miopia em marketing lá atrás, e o conceito continua valendo.

Imagine as empresas de ferrovia do passado. Elas achavam que estavam no negócio de trens. Se tivessem perguntado "em qual negócio realmente estamos?", teriam percebido que o negócio delas era transporte e mobilidade. Como não fizeram essa pergunta, perderam espaço para os carros e aviões.

O seu produto é apenas uma ferramenta temporária para resolver um trabalho que o seu cliente quer realizar. Esse é o conceito de Jobs to be Done. O cliente não quer uma furadeira, ele quer um furo na parede para pendurar um quadro e deixar a casa bonita. Se você focar só na furadeira, alguém vai inventar um adesivo que cola tudo e você quebra.

Simon Sinek reforça isso com o Círculo de Ouro. Ele explica que as pessoas não compram o que você faz, mas o porquê você faz. Quando o propósito está claro, ele funciona como um farol que guia a empresa mesmo quando a tecnologia muda tudo. A Apple não vende só computadores, ela vende o desafio ao status quo. Por isso você compra relógio, fone e celular deles sem questionar.

Para aplicar isso, você deve perguntar constantemente sobre a mudança de comportamento do seu público. O que eles valorizam hoje que não valorizavam ano passado? O propósito organizacional não é um quadro na parede, é uma pergunta viva que preserva a essência da marca.

Pense na Disney: o negócio deles é criar felicidade, não apenas operar parques temáticos. Isso permitiu que eles crescessem para o streaming e cinema com a mesma força.

Para replicar essa lógica, hoje ainda, pergunte aos seus clientes o que eles conseguem fazer na vida deles por causa do seu serviço. A resposta vai mostrar o seu negócio real. Se você gerencia uma padaria, talvez descubra que o seu negócio é o café da manhã em família, não apenas o pão francês. Esse insight muda como você atende e o que você oferece. Entender o trabalho que o cliente quer realizar é a única garantia de que você vai continuar existindo amanhã.

Rituais de inovação e a explosão de perguntas

Insights geniais não caem do céu como a maçã de Newton. Na verdade, até a história de Newton é fruto de anos de inquietações acumuladas. A inovação acontece quando você cria rituais para que as perguntas apareçam.

Mark Zuckerberg faz isso na Meta com sessões semanais de perguntas e respostas, onde qualquer funcionário pode questionar as decisões da liderança. Isso quebra a hierarquia e oxigena as ideias. Outro exemplo vem da W. L. Gore & Associates, aquela empresa do tecido Gore-Tex. Eles mantêm uma cultura horizontal onde o ato de perguntar é parte da estratégia de sobrevivência.

Se você quer inovar, precisa usar o método do Question Burst ou Explosão de Perguntas. Funciona assim: você escolhe um desafio difícil, reúne o time e, por quatro minutos, todo mundo deve gerar apenas perguntas. Ninguém pode dar respostas. O objetivo é chegar em pelo menos quinze perguntas. Isso tira a pressão de achar a solução e faz a mente mergulhar no problema.

Frank Sesno sugere usar perguntas que iluminem decisões de longo prazo, focando na consistência dos valores e não apenas no lucro imediato.

Outra técnica poderosa é o olhar do Vuja De. É o contrário do Déjà Vu. Em vez de sentir que já viu algo novo antes, você olha para o que é familiar com olhos de quem nunca viu aquilo. Como a Google resolveria o problema do seu atendimento? Como a Disney organizaria a sua logística? Fazer essas analogias tira a sua equipe dos trilhos habituais.

A inovação exige coragem para enfrentar o medo do erro. O líder ambidestro é aquele que cuida da eficiência do presente, o chamado Motor 1, mas investe tempo fazendo perguntas sobre o futuro, o Motor 2. Se você focar só no hoje, o amanhã devora você. Inovar é uma resposta a uma pergunta bem feita.

Na sua próxima reunião, em vez de pedir ideias de soluções, use os primeiros minutos para aplicar a Explosão de Perguntas sobre um gargalo que vocês têm. Não deixe ninguém responder nada no começo. Você vai notar que as perguntas finais do exercício são muito mais profundas do que as primeiras.

Vencedores e perdedores no jogo da curiosidade

A história do mercado está cheia de exemplos de quem prosperou por perguntar e de quem faliu por se acomodar.

A Netflix nasceu porque Reed Hastings questionou por que ele precisava pagar multas por atraso na locadora. Ele pensou: e se o aluguel de vídeos fosse como uma assinatura de academia? Essa pergunta destruiu um modelo inteiro.

O Airbnb surgiu quando Brian Chesky e Joe Gebbia indagaram por que alguém deveria ficar sem cama se havia espaço sobrando nas casas das pessoas. Eles não criaram hotéis, eles criaram uma nova forma de confiança.

O Uber veio da frustração de Travis Kalanick em Paris ao não conseguir um táxi, o que o levou a perguntar por que não poderíamos pedir um carro com apenas um toque no celular.

Por outro lado, temos o caso triste da Kodak. Eles inventaram a câmera digital, mas ficaram presos na resposta errada. A pergunta deles era: "Como essa tecnologia ajuda a vender mais filmes?". Eles deveriam ter perguntado: "Como podemos liderar a transição para a imagem digital?".

A Blockbuster também teve a chance de comprar a Netflix por cinquenta milhões de dólares, mas riram da proposta porque não conseguiram refletir sobre as ameaças que vinham da internet.

O sucesso gera uma complacência perigosa. Você começa a acreditar que a sua fórmula é eterna. Para evitar esse destino, você precisa ter a coragem de destruir o seu próprio modelo atual antes que alguém faça isso por você.

Olhe para a sua empresa hoje e pergunte: se eu fosse começar esse negócio do zero agora, com a tecnologia que existe, eu faria do jeito que faço hoje? Se a resposta for não, você já tem o seu próximo passo.

Use esses exemplos como um espelho. O que a Kodak ignorou que você também está ignorando? A arrogância de quem já ganhou é o primeiro passo para a derrota. Tente identificar hoje qual é a maior certeza que o seu time tem e comece a questionar os pilares dessa verdade. Às vezes, a maior inovação está em parar de fazer algo que não faz mais sentido.

O humano e a máquina na era da inteligência artificial

Estamos vivendo um tempo onde a resposta virou uma commodity barata. Se você quer saber qualquer dado técnico ou histórico, a Inteligência Artificial te entrega em milissegundos. Isso significa que o valor migrou da resposta para a capacidade humana de formular problemas.

O seu valor como profissional hoje depende da qualidade do seu prompt, que nada mais é do que uma pergunta bem estruturada. Se você faz perguntas simplistas para o ChatGPT, recebe resultados medíocres.

A IA processa volumes gigantes de dados, mas ela não tem contexto emocional, ética ou intencionalidade. É aí que entra o diferencial humano. Precisamos perguntar o que as máquinas não podem responder. Como esse projeto afeta a cultura da nossa equipe? Qual é o impacto ético dessa decisão na comunidade? Onde a gente quer estar em dez anos e como esse dado ajuda nisso?

O julgamento final e a priorização estratégica continuam sendo tarefas nossas. A tecnologia deve ser uma aliada para limpar o caminho burocrático e deixar a nossa mente livre para o pensamento crítico.

Peter Drucker já avisava que as árvores não crescem até o céu, ou seja, o sucesso de ontem não garante nada amanhã. A complacência é o maior perigo.

O ato de questionar é o que humaniza o ambiente de trabalho e amplia o impacto de qualquer tecnologia. O futuro será desenhado por quem tem a coragem de questionar as respostas do presente.

Não tenha medo de parecer que não sabe de tudo. A verdadeira autoridade vem da capacidade de conduzir as pessoas através das perguntas certas, gerando aprendizado contínuo.

Termine este microbook com um compromisso: não deixe o seu dia acabar sem ter feito uma pergunta que tire alguém, ou você mesmo, da zona de conforto. A relevância do seu negócio exige esse ciclo permanente de curiosidade. O futuro não é algo que acontece com você, é algo que você provoca perguntando.

Notas finais

Sandro Magaldi e José Salibi Neto mostram que a arte de perguntar é uma ferramenta de sobrevivência e evolução. A complacência e o apego às respostas do passado são os maiores vilões do sucesso sustentável. O foco deve sair da solução imediata e ir para a definição profunda do problema, usando a curiosidade como motor de inovação. Líderes que admitem a própria ignorância e incentivam a segurança psicológica criam ambientes muito mais resilientes e preparados para as rupturas do mercado, especialmente na era da Inteligência Artificial.

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Quem escreveu o livro?

É coautor do bestseller “Gestão do Amanhã”, obra presente na lista dos livros de negócios mais vendidos da Folha de São Paulo. Seu mais recente livro, de um total de 5, é “O Novo Código da Cultura” escrito em parceria com José Salibi Neto. É Co-fundador do meuSucesso.com uma das principais plataformas focadas em empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estra... (Leia mais)

Cofundador da HSM, empresa líder em Educação Executiva, José Salibi Neto é imediatamente associado a introdução no Brasil dos principais conceitos da Gestã... (Leia mais)

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